segunda-feira, 22 de maio de 2017

Britango Rupis “pousou” na Faia Brava




Em julho do ano passado, o britango Rupis foi capturado e marcado com um emissor no Parque Natural do Douro Internacional (PNDI). Este é o primeiro indivíduo marcado no âmbito do projeto Life Rupis, com o objetivo de identificar as áreas de alimentação, reprodução e hibernação, bem como de conhecer as rotas migratórias utilizados por esta espécie que hiberna em África.
Esses dispositivos também são úteis em caso de morte do indivíduo marcado, para conhecer a localização do corpo e as possíveis causas de morte. 
O Rupis iniciou a sua migração para o Sul no final de setembro, atravessou o deserto do Sahara em 10 dias e chegou ao Mali no início de novembro, escolhendo novamente uma área protegida - o Parque Nacional Boucle du Baoulé -, para passar o inverno. Depois do inverno, em finais de abril, o Rupis iniciou novamente e viajou quase 4000 km em 15 dias, para regressar ao PNDI. De acordo com a sua preferência por áreas naturais protegidas, o Rupis foi recentemente localizado na Reserva da Faia Brava, a primeira Área Protegida Privada de Portugal.







sexta-feira, 12 de maio de 2017

Construção de charcos na Faia Brava



  

Os Charcos Temporários Mediterrânicos constituem um dos mais notáveis e singulares habitats de água doce da Europa e são considerados um habitat prioritário pelo Anexo I da Directiva Habitats. Os charcos são reconhecidos como sendo de elevada importância ecológica, pois para além de terem um papel importante na conectividade com outros habitats de água doce, a diversidade de vida existente num charco temporário ou permanente é grande, sendo em muitos casos superior àquela que se encontra associada a lagoas permanentes ou cursos de água. Estes têm associados serviços de ecossistemas importantes tanto para os humanos como para toda a fauna e flora, sendo responsáveis por recolherem e armazenarem largas quantidades de dióxido de carbono (CO2) da atmosfera, amenizarem o efeito das cheias, manterem a humidade do solo em períodos secos, ajudarem igualmente na purificação da água e no abastecimento dos aquíferos subterrâneos. 


Uma das espécies que dependem da excelente qualidade destas massas de água é a cegonha-preta, um espécie classificada como estando vulnerável e outrora nidificante dentro da reserva Faia Brava. Dentro da ZPE- Vale do Côa, trabalhamos para promover o habitat de que esta espécie depende, promovendo um complexo de charcos que visam suprimir as necessidades alimentares que esta espécie tem e, dessa forma, esperamos que no futuro esta espécie volte a encontrar aqui o local ideal para o seu sucesso reprodutivo, longe da perturbação das actividades humanas.



quarta-feira, 10 de maio de 2017

Formação de boas práticas para criação de charcos destinada à população local




No âmbito do projecto LIFE Club de Fincas, a Associação Transumância e Natureza realizou, no  dia 25 de Abril, um curso de boas práticas para criação de charcos com o objectivo de mostrar como optimizar a actividade agro-pecuária e cinegética protegendo a biodiversidade. 
  
O curso realizou-se na sede do Clube de Caça e Pesca de Algodres, que nos cedeu o espaço. Durante este curso, no qual contamos com o formador Jael Palhas ao abrigo do projeto “Charcos com vida”, promovemos os serviços ambientais prestados por estes habitats, realçando a sua utilização em sistemas agro-pecuários tradicionais, como bebedouros para o gado, mantendo-se a compatibilidade com a fauna e flora associadas. 

Realçámos a sua importância no controlo de pragas, assim como o valor paisagístico e educativo que detêm. Este curso incluiu uma parte prática, durante a qual fomos visitar um charco dentro da reserva da Faia Brava, e onde os participantes puderam comprovar no terreno como as vedações para o gado podem ajudar a diminuir a eutrofização e pisoteio, melhorando a qualidade de água dos charcos, para o gado e para a biodiversidade.